Toda a minha vida fui e acho que vou continuar muito reticente no que toca a emprestar livros a outras pessoas, pois desconfio sempre que não os vão tratar de forma digna como a minha pessoa o faz, desta forma, sempre que me posso esquivar a isso, esquivo-me, nem que tenha que inventar a desculpa mais parva à face da terra, daquelas que nem uma criança de dois anos acreditaria, enfim, não gosto, o livro é meu o que me atribui plenos poderes para recusar o empréstimo.
Raramente o faço, salvo a um grupo de aproximadamente 5 pessoas que confio, e quando o faço é em situações que não tenho mesmo por onde escapar, então muito contrariada lá entrego o dito cujo. Desde o meu livro de francês do 9º ano que tive que emprestar à minha prima que me desenhou um rabo a dar uma bufa numa das páginas, a outros que me chegam sem folhas e com as capas num estado de lamentar, hoje eis que a minha colega me entrega o livro de inglês que lhe emprestei para o Fist Certificate, vou agora abrir, só para matar saudades e … é o pânico, está todo preenchido, todo escrito, a cabra resolveu os exercícios todos no manual.
Eu como proprietária e legitima possuidora, andei meses a fazer tudo num caderninho à parte para não ficar com aquilo preenchido, apagado e rasurado e o diabo a quatro e vai-me aquela cabra, que não tem outro nome, resolve-me os exercícios todos no livro, eu mato-a, juro que a mato - cabra.
Gila
PS: Tou de coração estraçalhado, meu pobre livro.
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